sexta-feira, 30 de maio de 2008

História do Brasil...Consciência negra, luta armada e repressão

História do Brasil

Nível fundamental

Consciência Negra

Objetivos
1) Reconhecer a historicidade da comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra, ou melhor, a percepção desta data como resultante de intensa atividade do movimento negro no Brasil;
2) Desenvolver atividades que visem ao debate sobre os preconceitos que ainda são presentes na sociedade brasileira e à busca de algumas de suas raízes históricas.
Comentário introdutório
A partir de 9 de janeiro de 2003, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui a obrigatoriedade da inclusão do ensino da História da África e da cultura afro-brasileira nos currículos de estabelecimentos públicos e particulares de ensino da educação básica. A decisão ocorreu diante da necessidade de debates sobre a pluralidade cultural que caracteriza o Brasil e de reflexões sobre o papel do negro na formação da cultura brasileira.
Além de aspectos educacionais, a lei n°10. 639 acrescenta que o dia 20 de novembro deve ser inserido no calendário escolar como Dia Nacional da Consciência Negra.
Esses aspectos são fundamentais no debate se é esperado que os alunos reconheçam a importância dos diferentes agentes na história do país: entre eles, os africanos e os afro-descendentes.
Estratégias
1) Inicialmente, discuta com os alunos se eles acham necessária uma comemoração como a do Dia Nacional da Consciência Negra. Crie situações polêmicas para que você possa sentir como os alunos tratam essa questão, se têm ou não opinião formada ou se simplesmente desconheciam a existência da data.
2) Agora explique ao grupo o sentido da comemoração àqueles que lutaram para que fosse incluída no calendário cívico nacional. Apresente as razões para a adoção desta data e a "negação" do 13 de maio.
3) Para que a aula adquira ainda mais sentido aos alunos, faça uma breve explanação sobre a figura de Zumbi dos Palmares e a simbologia dele para o movimento negro no país.
Atividades
1) Os alunos podem utilizar a lei 10.639, que institui a obrigatoriedade da inclusão do ensino de História da África e da cultura afro-descendente como documento. Eles devem analisar a data em que foi criada, com qual objetivo etc.
2) Depois do estudo desta lei, é preciso refletir sobre a adequação ou não dela ao contexto histórico do debate, ou seja, no cotidiano dos alunos. Para isso, o professor pode levar para a turma diferentes reportagens ou notícias relacionadas à temática, preferencialmente com abordagens bastante diferenciadas, ou melhor, com posicionamentos distantes, em relação a política de cotas para negros na universidade, por exemplo.
3) Depois da leitura (em equipes), os alunos devem colocar-se em relação ao seu material e expor as conclusões. A sala deve conversar sobre o assunto e nenhuma das interpretações precisa aparecer como verdade absoluta: todos têm direito a expressar suas opiniões o que, obviamente, significa não desrespeitar o outro.
Sugestões e dicas
Depois de todo esse trabalho, os alunos podem ter interesse por assuntos como preconceito, ou mesmo como a escravidão. Fique atento para que a importância do negro na sociedade brasileira não fique resumida a estes aspectos. Para isso, basta apresentar alguns importantes personagens da história nacional dos negros.



Luta armada e repressão

Objetivos
1) Reconhecer a conjuntura política da luta armada;
2) Reconhecer o uso dos filmes como fontes para a construção do conhecimento e análise do momento histórico em que foi produzido (filme como documento);
3) Debater os alcances da repressão no país;
4) Promover a reflexão sobre os diferentes posicionamentos dos sujeitos históricos em uma mesma conjuntura.
Comentário introdutório
O desenvolvimento dessa aula possibilita ao aluno reconhecer o que foi a luta armada no Brasil e como se deu a derrota. A aula deve estar inserida em uma seqüência didática referente à ditadura militar brasileira ou mesmo dentro de um programa que avalie o direcionamento das esquerdas dentro e fora do Brasil.
Estratégias
1) É fundamental que os alunos conheçam o que foi a luta armada no Brasil, as especificidades dela e os objetivos. Apresente de maneira expositiva esses aspectos, de modo que fique evidente que a história não é feita apenas pelos "grandes nomes".
2) Analise detalhadamente alguns dos atos institucionais e mostre aos alunos as justificativas dadas pelos grupos de luta armada.
3) Depois dessa apresentação, deixe que os alunos assistam ao filme "O Que é Isso, Companheiro?", de Bruno Barreto.
4) Depois de assistir ao filme, peça aos alunos que representem a cena que mais tenha atraído a atenção deles. Para isso, solicite que utilizem diferentes tipos de produções artísticas (desenhos, versos, recorte e colagem etc). Peça para alguns deles apresentarem as criações. Conforme o grupo fizer referência às cenas, escolha as que mais auxiliam você a aprofundar suas análises. Crie sua argumentação baseada nas descobertas de seus alunos.
5) Por fim, apresente as idéias dos movimentos de luta armada. Tente não resumir a escolha a apenas um grupo e um posicionamento.
Atividades
1) Peça que os alunos pesquisem sobre os métodos de violência usados durante a ditadura. Montem um pequeno mural na sala. Ele deve ser usado para criar e fixar a definição da turma (obviamente baseada em pesquisas) do que é violência, censura e luta armada, a fim de que o grupo se coloque criticamente sobre o fato histórico em análise.
2) Busque em jornais e revistas dados sobre as indenizações e as pessoas com doenças causadas pela violência.
3) Realize com a turma uma análise mais detalhada do filme como documento, reflita sobre as razões que levaram essa versão a lotar os cinemas no país.
Sugestões e dicas
Aprofunde com seus alunos os alcances da repressão no país. Uma possibilidade é o uso da obra "Um relato para a história: Brasil nunca mais", escrito por estudiosos que retratam as angústias, os abusos e a repressão cometidos pelo regime, usando documentos produzidos pelas próprias autoridades da ditadura militar.

Um comentário:

  1. coloque mais planos de História que eu gosto

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